terça-feira, 20 de setembro de 2016

O encontro...

Em casa temos alternado entre os períodos de adoração e beijinhos ao acordar, pela irmã mais velha. A Leonor facilmente se adaptou à chegada da irmã a casa. 
A sua veia maternal é mais evidente do que nunca, e apesar de gostar de brincar com rapazes, a verdade é que adora cuidar dos seus Nenucos e outros filhos que tem espalhados pela casa, e com a chegada da irmã ficou ainda mais maternal.

O ritual é sempre o mesmo, de manhã, a última meia hora de sono é na nossa cama, abraçada a nós e o último beijo antes de sair para o colégio, é para a mana, com uma mensagem que alterna entre o "Não chores, a mana já volta!", ou então "porta-te bem Carolina!".

Vai ficar para sempre na minha memória o sorriso ansioso que tinha, quando impacientemente aguardava nos pés da minha cama, na maternidade, para conhecer a irmã com cerca de nove horas de vida. Estava tão feliz, tão radiante por ver o produto final que tinha adorado durante meses na minha barriga...foi tão bom ver que a recebia de coração aberto e disposta a protege-la. E quando as outras visitas se aproximavam para a espreitar dizia cheia de orgulho "já viram a minha mana??"

Claro que sentiu, a inevitável perca de protagonismo em casa, quando nos redobramos de cuidados para com a mana. Mas além das já esperadas chamadas de atenção, e algumas birras neste primeiros dias não nos podemos queixar muito e tudo parece voltar ao normal. Claro que com outra dinâmica, com mais banhos, muitas fraldas... uma exigência de atenção e colo à mais pequenina que já começou com as tão terríveis cólicas.

Este foi o seu primeiro encontro...


Depois do encontro a Leonor amou o presente que a mana lhe trouxe...uma Barbie sereia que ela pediu todo o Verão...





terça-feira, 6 de setembro de 2016

Escrever para não esquecer...

...como se fosse possível!

Segundo parto, dizem que é mais fácil, afinal o corpo tem memória. Dizem que é mais simples, rápido e nada demorado. Em suma, nada complicado...falando assim até parece simples. 

Da Leonor, o parto induzido às 39semanas e 4 dias, demorou cerca de 10h (a partir do momento que o induziram), sendo que tive tempo para tudo, inclusive caminhar 5km. Mas as dores foram poucas, e não devem ter ultrapassado 1hora com contrações, depois conheci a epidural e não custou nada...um instantinho.
Desta vez tudo parece ter sido uma verdadeira complicação.

Sou defensora do parto natural, cesariana só em última opção, e será sempre esta a minha escolha, a não ser que por motivos maiores tivesse mesmo de ser cesariana. Agora quando falamos da opção epidural, sou defensora de um parto com menor dor possível, por isso viva a epidural!

Com 39 semanas e 5 dias, um Verão quente, uns quilos a mais e uma Carolina a ganhar peso de semana para semana, confesso que para mim já estava mais do que na hora. Uma observação 3f à noite, e um encontro marcado para de manhã cedo do dia seguinte no hospital, tudo bem encaminhado para a indução. 
Mas a indução não chegou a acontecer...e às 3h30, alguma inquietude na cama e umas dores que aos poucos aumentavam a intensidade, antecipavam tudo...dia 31 de Agosto seria o dia!

Por volta das 5h da manhã, depois do banho tomado, após sentir aquilo que seria uma pequena ruptura da bolsa, decidimos rumar ao HSFX, sem trânsito mas com as contracções a diminuírem o seu intervalo de tempo entre si. Desta vez seria tudo by the book, como tinha sido o meu desejo para este parto. Aos poucos a ideia de que em breve iríamos conhecer a Carolina ganhava forma, e espelhava-se na ansiedade dos nossos rostos.

Às 6h chegávamos finalmente às urgências, quase desertas da ala obstétrica, 3 futuros pais a deambularem pela sala de espera. Sou recebida com um "Aguarde que já será chamada" Como?!  Com um intervalo tão reduzido nas contracções o mínimo seria fazer um CTG...

Quase às 7h sou finalmente observada e logo internada, afinal a dilatação estava avançada seria só aguardar pelo anestesista, epidural e esperar a vinda da Carolina. 
Mas era mudança de turno, o anestesista estava ocupado numa cesariana, e restava-me aguardar com dores no quarto 7. O pai, lá fora sem saber o que se passava e as dores a aumentarem.... Supliquei pela epidural, afinal já sabia que seria um alivio considerável nas dores, mas enquanto isso o corpo fazia o seu trabalho e às 8h em ponto nascia a Carolina.
O pai por pouco não assistia ao parto, afinal foi tudo tão rápido e doloroso, minimizado apenas pela recompensa de senti-la no meu peito imediatamente a seguir ao nascimento.

Depois já todos sabemos a história, nunca mais a tirei debaixo dos meus olhos...tão linda e perfeitinha, uma verdadeira bonequinha.


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