...como se fosse possível!
Segundo parto, dizem que é mais fácil, afinal o corpo tem memória. Dizem que é mais simples, rápido e nada demorado. Em suma, nada complicado...falando assim até parece simples.
Da Leonor, o parto induzido às 39semanas e 4 dias, demorou cerca de 10h (a partir do momento que o induziram), sendo que tive tempo para tudo, inclusive caminhar 5km. Mas as dores foram poucas, e não devem ter ultrapassado 1hora com contrações, depois conheci a epidural e não custou nada...um instantinho.
Desta vez tudo parece ter sido uma verdadeira complicação.
Sou defensora do parto natural, cesariana só em última opção, e será sempre esta a minha escolha, a não ser que por motivos maiores tivesse mesmo de ser cesariana. Agora quando falamos da opção epidural, sou defensora de um parto com menor dor possível, por isso viva a epidural!
Com 39 semanas e 5 dias, um Verão quente, uns quilos a mais e uma Carolina a ganhar peso de semana para semana, confesso que para mim já estava mais do que na hora. Uma observação 3f à noite, e um encontro marcado para de manhã cedo do dia seguinte no hospital, tudo bem encaminhado para a indução.
Mas a indução não chegou a acontecer...e às 3h30, alguma inquietude na cama e umas dores que aos poucos aumentavam a intensidade, antecipavam tudo...dia 31 de Agosto seria o dia!
Por volta das 5h da manhã, depois do banho tomado, após sentir aquilo que seria uma pequena ruptura da bolsa, decidimos rumar ao HSFX, sem trânsito mas com as contracções a diminuírem o seu intervalo de tempo entre si. Desta vez seria tudo by the book, como tinha sido o meu desejo para este parto. Aos poucos a ideia de que em breve iríamos conhecer a Carolina ganhava forma, e espelhava-se na ansiedade dos nossos rostos.
Às 6h chegávamos finalmente às urgências, quase desertas da ala obstétrica, 3 futuros pais a deambularem pela sala de espera. Sou recebida com um "Aguarde que já será chamada" Como?! Com um intervalo tão reduzido nas contracções o mínimo seria fazer um CTG...
Quase às 7h sou finalmente observada e logo internada, afinal a dilatação estava avançada seria só aguardar pelo anestesista, epidural e esperar a vinda da Carolina.
Mas era mudança de turno, o anestesista estava ocupado numa cesariana, e restava-me aguardar com dores no quarto 7. O pai, lá fora sem saber o que se passava e as dores a aumentarem.... Supliquei pela epidural, afinal já sabia que seria um alivio considerável nas dores, mas enquanto isso o corpo fazia o seu trabalho e às 8h em ponto nascia a Carolina.
O pai por pouco não assistia ao parto, afinal foi tudo tão rápido e doloroso, minimizado apenas pela recompensa de senti-la no meu peito imediatamente a seguir ao nascimento.
Depois já todos sabemos a história, nunca mais a tirei debaixo dos meus olhos...tão linda e perfeitinha, uma verdadeira bonequinha.

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